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segunda-feira, 7 de abril de 2014

A divulgação do Espiritismo - 2

Jornalista e escritor espírita Octávio Caúmo
(continuação)

             Quando vamos ao médico com dor de cabeça, não queremos remédio para cefeleia ou cefalalgia. Queremos curar mesmo é a dor de cabeça. Ao cumprimentarmos uma pessoa querida, não vamos lhe dar um amplexo mas um abraço. Deixemos o amplexo para os poemas quando precisamos de rima para o nexo. Prefiramos beijar a oscular. O povo, no geral, não sabe o que é um ósculo, mas todos se identificam com o beijo. É preferível que eles nos entendam a que mostremos sabedoria.
             Empenhemo-nos na simplicidade, poque é por meio dela que dizemos as grandes verdades! A maior frase de Jesus, essência de todo o seu Evangelho, "ama ao próximo como a ti mesmo" está entre as declarações mais simples que já ouvimos. No entanto, nenhuma outra frase, por mais complexa e elaborada que fosse, daria o recado com tanta clareza.
              Quando analziamos os homens de ciências, técnicos administrativos, economistas, médicos, políticos, observemos que eles usam "maneira simples de complicar o que é fácil". A frase é de um professor que tive aos quinze anos, mas serve bem no caso. Com isso eles tratam de valorizar suas teses, e mesmo que ninguém entenda, não se negará que a fala foi bonita.
              Se a imprensa espírita se propusesse a reavaliar a forma de divulgação do Espiritismo sem tanta preocupação com o cientismo, tratando de temas normais que interessam ao cotidiano das pessoas, acabaria penetrando em mais lares. Se apresentarmos os problemas que envolvem a reforma íntima de forma humana e realizável para as pessoas, falando mais da vida presente e menos do céu distante, valorizando o ser humano pelo que ele já é e não o vendo como simples amontoado de imperfeições, as leituras seriam menos cansativas e mais objetivas. Afinal, o fato de alguém ler um livro ou jornal espírita ou participar de uma reunião religiosa já é sinal de evolução. E os que vão pelo estudo têm mérito ainda maior. Vamos aplaudir o esforço deles!
              O Livro dos Espíritos, por exemplo, deveria ser mais divulgado pela mídia espírita, destacando-se questões aplicáveis no dia-a-dia e desenvovlendo explicações sobre esses temas.
             O mesmo com O Livro dos Médiuns e outros da Codificação.
             Polêmicas dentro do movimento, confrades, onde se evidencia claramente que se trata de competição de vaidade, deveriam ser abolidas. Com a desculpa de defender a pureza doutrinária, semeamos a discórdia. Ao defender atacamos e o Espiritismo acaba sendo prejudicado. Quando o leigo toma conhecimento do fato, desilude-se com a nossa Doutrina. Se nem os praticantes se entendem, imaginam eles, é porque não é algo consistente, definido.
             Esses assuntos acabam tomando bons espaços que poderiam ser aproveitados para a divulgação util.          
             Amigos espíritas: temos de agir com profissionalismo aproveitando racionalmente tempo e dinheiro investidos na divulgação do Espiritismo - duas coisas escassas nestes dias -, para que ele beneficie cada vez mais pessoas.
              Nós que já conhecemos um pouco da verdade, se nao desejamos vivê-la, sofreremos as consequências. Mas se a mensagem for corretamente divulgada, muitos descontentes com a sua crença de origem, que não melhora a vida deles, tratarão de testar nossas orientações, buscando organizar seus destinos.
             A maior caridade em favor do Espiritismo é a sua divulgação, nos alertou o espírito Emmanuel pela mão de Chico Xavier.
             Será que estamos fazendo corretamente a divulgação sugerida pelo irmão espiritual? Valeria a pena meditar se não está na hora de reavaliarmos os métodos de comunicação usados pelo Espiritismo. Há modelos superados. Seguidos irracionalmente.
               Nos dias presentes, é preciso ter nao apenas olhos de ver, ouvidos de ouvir, mas também mãos de escrever, boca de falar e... cabeça de pensar.
               Os especialistas que se manifestem.

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