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| Dirigente espírita Octávio Caúmo |
RIE Mar/2000
Com o desenvolvimento do meio de comunicação, o movimento espírita trata de aproveitar cada espaço e cada veículo da mídia para levar o público as lições do Espiritismo.
Não se pode negar, falta ainda à maioria dos praticantes e simpatizantes do Espiritsmo, conhecimento do que seja efetivamente a mensagem dos espíritos, organizada por Allan Kardec e sua verdadeira função. Há mais gente falando do que exemplificando as lições, mesmo dentro dos agrupamentos. Somos discursivos, mas executamos pouco do que aos outros recomendamos. É lamentável, porque já recebemos a advertência de que "a quem é dado, mais será pedido".
Considerando-se que a maioria ainda prefere o fenômeno ao Evangelho, que propõe reforma moral, não há dúvida que o Espiritismo ainda tem muito a dizer aos próprios espíritas.
Partindo dessa premissa, é preciso repisar nos centros os preceitos Kardequianos, insistindo para que a teoria se transforme em prática. Lutar para que o amor entre os conviventes cresça e o estudo faça parte de todos os Centros Espíritas. Que mais pessoas se ofereçam para o trabalho e menos se apresentem somente para receber benefícios.
Além dos trabalhos pela imprensa, lida, vista e ouvida, o movimento espírita, ansioso por reformar o mundo, tem revelado simpósios, congressos, encontros, seminários e outros.
Para tais eventos são convidados os mesmos eruditos palestrantes que ganharam fama através dos tempos. Costumam dar bom retorno porque levam grande público, geralmente o mesmo de sempre, que se embevece com a beleza da oratória do convidado.
Há Estados onde os Centros Espíritas chegam a interromper as atividades quando há essas festividades. Ficam uma semana sem trabalho para dar apoio á reunião, que consideram de virtal importância. Terminam por ser encontros de espíritas, por espítitas e para espíritas, exclusivamente. Até aí, respeite-se.
No entanto, os programas de rádio e TV têm sido também específicos para os adeptos do Espiritismo. Parece-nos um erro se desejamos maior abrangência da doutrina. Poderia ser melhor explorados os temas que servem a qualquer público e que deveriam ser abordados sem fanatismo. O Espiritismo precisa ser popularizado e isso só se fará se levarmos ao público assuntos atraentes, e até controversos, para os novatos ou religiosos de outras crenças que, por curiosidade ou necessidade, se aproximam de nós. Poderíamos batizá-los como Temas Ecumênicos.
Um programa de TV, por exemplo, não deve tratar de assuntos técnicos ou científicos, porque ele não se destina ao intelectual ou ao estudioso do Espiritismo nem ao dirigente da casa espírita. O entrevistado ou apresentador do tema deve falar para aquele que nada entende de doutrina espírita. Não podemos usar termos específicos, quando não há tempo ou oportunidade para explicar o significado. Perispírito, ectoplasma, psicofonia, fluidoterapia e tantos outros, triviais para o espírita, deixam o espectador confuso. Nos dias de hoje, as pessoas querem a simplicidade para solucionar a complexidade de suas vidas.
Acontece que estamos bastante familiarizados com o bê-a-bá espírita, com a linguagem tradicional e quando fazemos um trabalho em que nos apresentamos ao público, temos dificuldade de falar simples e de coisas comuns. Embora não devamos dar mostras de ignorância, não há necessidade de nos servimos de termos castiços desusados no cotidiano, nem de palavras excessivamente técnicas. Podemos, ser, inclusive, ligeiramente coloquiais; comunicar-se é falar a língua do povo. (CONTINUA)

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