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quinta-feira, 26 de junho de 2014

Mais vale uma atitude na mão que um pensamento na mente

Por Vânia Mugnato de Vasconcelos
AGENDA ESPÍRITA Brasil
Vânia Mugnato de Vasconcelos (Jundiaí-SP)

É comum que ações, comportamentos, modos de tratar o próximo quando se está dentro do local religioso sejam mais positiva do que acontece na rua, no trânsirto, no trabalho, no lar. No local religioso, onde há preleções doutrinarias, doação de energias salutares, atividades fraternais e de caridade, orações conjuntas, felizmente conquista-se algum sucesso na gentileza, prestatividade, educação, paciência; consegue-se mais amiúde um tom de voz suave, evitar a fofoca, estender a mão sem egoísmo, afinal é também para aprender isso que vamos até lá. 

No entanto, após a prece final e ao colocar os pés fora da porta, quem consegue manter-se assim? Não cabe a ninguém julgar outrem a respeito disso, é um julgamento pessoal e intransferível. Mas quem se veste com a roupa da fé é observado, pesado, comparado em suas atitudes com as palavras em que crê.

Obviamente todos erramos, por mais boa vontade que possuamos em acertar. O mal nao está em errar. No engano moral cometido por inexperiência, desconhecimento ou pela habitualidade que se procura desconstruir, a consciência acusa, a mente avalia, o coração pede e o comportamento evolui na repetição da tentativa de acertar. 

Infelizmente, porém, nem todos agem assim. Há quem erre e nao se importe, pois parece-lhe que basta a fé como âncora de salvação. Quem já não reparou nas contradições de alguém que fala o que não pratica?

O fato é que muitos ainda são religiosos de cadeira, pessoas de fé sem mãos, sem boca, sem coração focado no exercício do bem; muitos possuem grande ânsia de encontrar Deus com sua ida semanal ao templo da religião a que se ligam, esquecendo de procurá-Lo no seu dia a dia e nos próprios atos.

Só posso julgar a mim mesma e, acreditem-me, julgo-me com firmeza cotidianamente. Mas, preocupa-me imaginar quantas pessoas nem pensam que a vida é um exercício permanente de auto superação e o que será delas quando, para esta vida, for tarde demais.

O verdadeiro homem de fé não age apenas no local de sua religião.
Age no mundo.

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