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segunda-feira, 9 de junho de 2014

Estudo sobre o Perispírito - 3

(continuação)

       Quem não domina a física nuclear e, principalmente, a mecânica quântica, sem dúvida, não deve tirar sua conclusões relativas ao perispírito de Kardec tendo como bases as afirmativas destas áreas da Física porque, em nenhums delas, o pesquisador irá encontrar elementos para os seus estudos.
       O perispírito pode ser um campo, mas daí a supor que seja quântico, vai long adistância, tanto quanto o campo de futebol. E nada tem a ver com a estrutura atômica da matéria.
       Para termos uma análise do que a ciência já detectou, voltemos a 1975. Nessa época utilizando o acelerador de partículas da Universidade de Stanford (California, EUA), Murray Gell-Mann, aos dexobrir os quarks, também pôde revelar ao mundo que nenhuma partícula atômica ou subatômica, por mai selementar, poderia ter existido por sí só,  a partir do nada ou de uma transformação simples da energia em matéria. Isso porque a energia, por sí só, não tem a propriedade de interagir para se condensar, forma específica pela qual se transforma em matéria.
        Em 1942, Werner Heisenberg (1901-1976), físico alemão financiado pelo nazismo de Hitker, ao enunciar sua "Lei da Incerteza" - aquela em que ele diz que não se pode determinar qual partícula desobedecerá ao seu comando -, admitiu que as mesmas aludidas partículas tinham vontade própria, como se fossem comandadas por um agente constituinte. Em outros termos, seria o "espírito da partícula", evidentemente compatível e tão elementar quanto ela mesmo, longe de ser humano.
        Provavelmente Gell Mann deve ter analisado Heisenberg para chegar à conclusão de que seria esta mesma "vontade própria" a causa da ação sobre a energia, para estruturá-las em partículas materiais, dando-lhe forma com a devida correspondência. E claro está que, para atuar na energia, tal agente tem que possuir um poder - como o do imã - por meio de um campo atuante, estruturador, senão jamais daria forma alguma à energia.
         Temos, pois, o típico tríplice aspecto de Kardec: agente, campo estruturador e energia estruturada em forma de partícula, a mais elementar das formas ditas materiais. 
          Assim, um agente estruturador externo (seria a forma elementar correspondente ao Espírito humano) atuaria sobre a energia amorfa que compõe 27% do universo, dando-lhe forma e existência - ou vida material - compatíveis com ele, o estruturador. Mas, para atuar sobre a energia este agente dispõe de um campo atuante, campo este compatível com a forma de moldar, a exemplo do magnético, como já dissemos, de um imã, que atua sobre as limalhas de ferro e de níquel formando figuras, ditas espectros, que variam conforme o imã. (CONTINUA)

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